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Aumento do IVA e taxa turística provocam queda do turismo em Cabo Verde
Seg, 26 de Janeiro de 2015 09:40   
A relação directa entre a subida dos impostos e as perdas registadas no turismo é a grande novidade do último relatório do Banco de Cabo Verde sobre os Indicadores Económicos e Financeiros. De resto, nada de muito novo. A descida da procura turística piorou as contas externas e o Estado continua a endividar-se junto dos bancos nacionais.
 
O Imposto sobre o Valor Acrescentado e a taxa turística são os grandes inimigos do turismo cabo-verdiano, segundo o documento do Banco Central, e tiveram uma implicação directa nas perdas registadas no sector. Os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas, apontam para uma queda do número de hóspedes nos estabelecimentos hoteleiros, até Setembro de 2014, na ordem dos 5,5 por cento em termos homólogos. No ano anterior, 2013, tinha havido um aumento de 5 por cento.
 
Mas para além dos impostos, os mercados considerados concorrentes de Cabo Verde, principalmente do Norte de África, estão também em processo de franca recuperação. Estes mercados, principalmente a Tunísia e o Egipto, vêm lançando fortes campanhas de promoção com as quais Cabo Verde não consegue competir, principalmente por causa dos custos mais elevados “agravados pela harmonização e alargamento da base de incidência do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), bem como pela introdução da taxa turística”, diz o BCV.
 
O temor de contágio do ébola é outro dos factores apontados para a descida do número de turistas, mas de acordo com um inquérito realizado pelo BCV junto dos hotéis, os impactos da propagação do vírus do ébola fizeram-se sentir sobretudo no final do verão (Setembro e Outubro), período em que se registaram cancelamentos.
 
As contas externas continuaram a apresentar um comportamento menos favorável
 
As estimativas das contas externas sugerem um contínuo agravamento do défice comercial, explicado pela diminuição das receitas brutas de turismo e aumento das importações de mercadorias, isto apesar de também se ter registado um crescimento das exportações de mercadorias.
 
A evolução das importações deve-se essencialmente à actividade empresarial pública e aos investimentos externos, principalmente os novos espaços hoteleiros. As exportações de mercadorias continuaram a ser impulsionadas sobretudo pelas exportações de pescado (que cresceram dez por cento em Novembro, muito longe, no entanto, dos 40,3 por cento registados em Setembro). Segundo o relatório, houve um aumento significativo das exportações para El Salvador em 2014, a par de Espanha e Marrocos.
 
A balança de transferências continuou a reflectir as descidas das transferências oficiais, ou seja, da ajuda externa. A redução foi de 54,7 por cento em termos homólogos (-25,4 por cento em Setembro de 2013), por causa da diminuição dos donativos ao Governo Central. Já as remessas dos emigrantes em divisas mantiveram o perfil de recuperação face ao ano anterior e cresceram 5,9 por cento devido ao aumento, sobretudo, de remessas de Portugal (11,8 por cento) e dos Países Baixos (11,6 por cento).
 
A posição externa líquida do sistema bancário e o endividamento do Governo Central continuaram a determinar a expansão monetária
 
As informações provisórias de Novembro apontam para um crescimento da massa monetária [a quantidade total de dinheiro disponível na economia num determinado momento] de 7,9 por cento, abaixo do valor registado no período homólogo em 3,4 pontos percentuais. A expansão monetária no período resultou do aumento das disponibilidades líquidas sobre o exterior do sistema bancário e do crédito líquido ao Governo Central.
 
No que respeita à evolução do crédito interno, os empréstimos ao Sector Público Administrativo aumentaram 13,4 por cento (10,7 por cento em relação a Dezembro de 2013 e 0,5 por cento relativamente a Setembro), determinado pelo crescimento acelerado do crédito bruto ao Governo Central (22,3 por cento).
 
Já o crédito à economia apresentou uma descida de 0,6 por cento, mantendo a tendência de decréscimo iniciada em Julho. A diminuição dos empréstimos concedidos às empresas dos ramos da construção e obras públicas, dos transportes aéreos e comunicações, das indústrias transformadoras e de restaurantes e hotéis determinaram esta evolução.
 
Apesar da moderação do crescimento do crédito interno líquido, o principal funding dos bancos (os depósitos) continuou a crescer, aumentando 9,7 por cento em termos homólogos e estabilizando face ao mês anterior. O aumento traduziu tanto a constituição dos depósitos à ordem (em 15,8 por cento) como dos depósitos a prazo (em 6,6 por cento). Os depósitos de emigrantes cresceram 7,6 por cento (8,4 por cento em Novembro de 2013), mesmo assim, ligeiramente abaixo da média do ano até Outubro.

Fonte: Expresso das Ilhas
 

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