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Juan José Gavilán, Director Comercial e de Marketing da Binter Canarias: A vez das ilhas?
Seg, 08 de Dezembro de 2014 00:00   
 A operar em Cabo Verde desde Setembro de 2012, a Binter está a de olhos postos em novos voos. O tema ainda está a ser discutido e o Director Comercial e de Marketing pouco avança, mas não nega uma possível entrada no mercado interno cabo-verdiano. Enquanto não há certezas, Juan José Gavilán prefere salientar o outro projecto da companhia, cada vez mais consolidado que é a expansão para vários pontos da África Ocidental, a partir das Canárias, ponto nevrálgico da Binter.
 
Por que razão a Binter decidiu apostar em Cabo Verde?
A Binter Canarias é uma companhia que opera nas Canárias e esse é o nosso negócio principal. Mas, a dado momento, pensamos que poderíamos ser uma boa alternativa de ligação entre as Canárias e os nossos vizinhos da África Ocidental. Marrocos, Cabo Verde, Mauritânia, Senegal, Gambia são os países mais próximos de Canárias. Entendemos que há oportunidades de negócios, para as pessoas que fazem negócios, que há oportunidades de comércio, para as pessoas que fazem comercio e que há oportunidades de férias, para as pessoas que gostem de ir de férias, e acreditamos que todas essas oportunidades apenas acontecem se houver ligações, se houver voos. Cremos que Cabo Verde é um dos pontos fundamentais à volta das Canárias, há uma boa relação, um bom entendimento, há uma cultura que tem algo em comum, por ter sido Colónia portuguesa, e acreditamos que podemos ter benefícios mútuos em termos de comércio com Canárias, e também de ensino e todo o tipo de serviços. E isto, nos dois sentidos: canarinos que procuram oportunidades em Cabo Verde e cabo-verdianos que procurem nas Canarias oportunidades, também. Estamos próximos. Por isso, [a aposta em] Cabo Verde.
 
Já há uma data concreta para começarem a operar inter- ilhas, em Cabo Verde?
São dois projectos distintos. O projecto de voar entre Canárias e Cabo Verde, entre Las Palmas e Praia ou entre Las Palmas e Sal, é um projecto que já está em curso e continuamos a trabalhar para o consolidar. Vir a Cabo Verde para operar entre ilhas é outro projecto completamente distinto. Estamos a trabalhar nele. Estamos a ver como poderá ser, e se poderá concretizar-se. Estamos em conversações com distintas fontes de autoridade, vendo se há essa possibilidade, estudando soluções e, neste momento, não temos uma data definitiva, nem sequer sabemos se irá avançar. É possível que em 2015, se tudo correr bem, sim, mas isso não está completamente decidido.
 
Quais seriam as ligações se começarem a operar dentro de Cabo Verde?
Ainda não temos nada decidido.
 
Mas estipularam quantos aviões trariam para fazer o transporte inter-ilhas?
Para o mercado de Cabo Verde, não seriam menos do que três aviões, pensamos nós.
 
Se for decido avançar com o projecto, quando poderiam começar? E quanto iria custar à Binter operar em Cabo Verde?
Ainda não sabemos ao certo. Em termos de tempo poderia ser no espaço de um ano ou até menos. Em termos de dinheiro, não temos um valor claro. Depende de muitas coisas: se com o nosso serviço somos capazes de competir, melhor ou pior do que a TACV,  se podemos manter aqui os standards de qualidade que temos nas Canarias, se o mercado cresce, porque há mais apetência, entre outros aspectos. Tudo isso, são parâmetros que é difícil medir.
 
Vão operar num sistema de concorrência normal com os TACV? Falou-se a certa altura numa possibilidade de cooperação…
Actualmente não se sabe nada em concreto. Há, no entanto algumas coisas certas. Para começar, a Binter Canarias está a voar para Cabo Verde e no ano de 2015 vamos expandir também para o Sal. Vamos fazer a rota para Santiago e para o Sal. Isso é verdade e já é uma realidade. Também é verdade que já estamos a estudar a Binter em Cabo Verde, e que estamos a falar com diferentes agentes a diferentes níveis, mas não posso adiantar nada mais em concreto. Agora também posso dizer: poderíamos vir? Sim. Poderíamos vir em breve? Sim. No ano de 2015, na melhor das hipóteses. Não podemos adiantar nada mais.
 
E como vão as negociações com a Agência de Aviação Civil?
Com a Agência de Aviação Civil não negociamos, conversamos. Quer isto dizer, a Agência de Aviação Civil é quem nos dá as licenças e nos obriga a uma série de coisas que temos de cumprir. Estamos a falar e estamos a trabalhar.
 
Reformulando, essas conversas estão adiantadas?
A meio caminho.
 
O transporte aéreo inter-ilhas em Cabo Verde tem sido deficitário. O que oferecem como alternativa?
Para que uma transportadora não seja deficitária têm de acontecer três coisas. Primeiro, que o serviço seja bom para que os passageiros, os cidadãos, que queiram voar. Segundo, que a companhia seja eficiente nos custos para que possa oferecer esse serviço e o cliente o possa pagar. Duas coisas, portanto, que são fundamentais: um bom serviço para que o cliente esteja satisfeito, mas com custos adequados para que o preço não seja caro. Esse equilíbrio é a única maneira de poder oferecer um serviço rentável. Depois, que haja um número adequado de passageiros para que haja volume. É óbvio que se o número de passageiros é de bom e o serviço é mau ou caro, o mercado reduz-se. É necessário que seja, pois, um bom serviço e que esteja ao alcance dos clientes. Como? Com uma companhia eficiente. Eficiente nos custos, no número de pessoas que aí trabalham, que este seja também adequado, ou seja, que não haja mais pessoas do que o adequado, e estas que sejam bem pagas, mas também adequadamente. Se um departamento pode ter cinco pessoas, é melhor que haja cinco do que 15, se não torna-se muito caro, e se é caro não pode ser rentável.
 
Quais os números da Binter? Quantos funcionários têm? Quantos aviões e voos?
Uma companhia para ser rentável é melhor que haja trabalhadores do que funcionários (risos), mas isso é uma opinião pessoal. Temos 1100 pessoas. Trabalhamos com 18 aviões. Temos 150 voos diários, dentro das Canárias. No exterior, voamos para Cabo Verde, Gâmbia, Senegal, Mauritânia, em Marrocos – onde temos quatro destinos: Marraquexe, Agadir, Casablanca e El Auiun – e Portugal - dois, Lisboa e Madeira. No Verão voamos também entre Marraquexe e Málaga, na Península.

Fonte: Expresso das Ilhas
 

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